13 de nov de 2013

Qual é o seu desejo?

Já dizia Renato Russo: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". 
(Musica: Esperando Por Mim - Legião Urbana)


Sem dúvida alguma concordo. Pare pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais curtas e transparentes, danças e poses vulgares, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novinhos ‘personal dance’, isso é inacreditável.  E não é só por sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos carente de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão ‘apenas’ dormir abraçados, sabe essas coisas simples? 
Perdemos nessa caminhada rumo a uma evolução cega. Tornamos-nos máquinas e agora estamos despreparados por não saber como voltar a ‘sentir’, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos, o número de comunidades como: ‘Quero um amor pra vida toda!’, ‘Eu sou pra casar!’ até a desesperançada ‘Nasci pra ser sozinho!’.

‘Unindo milhares, ou melhor, milhões em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos. Vivemos tentando retardar o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo uma solteirona infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever isso tudo é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.

Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, brega. Acorda gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, ‘pague mico’, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza?
 Dá pra ser uma mulher (homem) de negócios e tomar iogurte com o dedo ou ser uma advogada(o) de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é pra continuarmos vivendo desse jeito, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer prá alguém: ‘vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida’.

Antes brega que infeliz!


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